Ivone Leão

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Um joalheiro chamado Antônio...


Conheci o Antonio tinha lá meus vinte três anos, e morava ainda em Campinas onde desenvolvia a todo vapor meu trabalho como estilista de moda.

A jóia é algo que sempre admirei, tenho pra mim que ela pode se tornar uma espécie de amuleto. Nesse tempo eu estudava sobre as pedras e seus poderes energéticos, as minhas preferidas sempre foram a ametista e a água marinha, a ametista na Grécia antiga era usada incrustada nas taças de vinho confeccionadas em prata e ouro a fim de evitar que quem a utilizasse ficasse embriagado, não sei se dava bem certo isso 'rs' mas enfim...

....o Antônio nesse tempo, uns três anos mais novo que eu, garoto bom, trabalhava com o pai, um prestigiado joalheiro no atelier da família, Macedo's jóias, se eu não estou enganada num espaço de lojas junto ao Clube Cultura Campinas.

Mas o Antonio que é Júnior não herdou do pai apenas o nome,  mas a arte da ourivesaria, e mais tarde personalizando peças de um bom gosto incostestável, cobiçadas por Gregos e Troianos 'rs'

Foi por aí que ele começou a namorar a Lígia, e com ela viria a se casar alguns anos mais tarde quando eu já estava pondo o pé na estrada com dois filhos pequenos indo morar no Rio de Janeiro com minha mãe.

Como amigo é uma pessoa que sempre levamos no coração por onde formos, com o Antônio não foi diferente, mas com toda certeza foi especialíssimo, pois pouco antes de eu viajar, passando pelo atelier ele me mostrou um anel que me deixou enfeitiçada, encantada, era feito em prata e ouro com um belo filete de lapis lazuli finalizando a obra, penso que um dos primeiros nessa linha exclusiva "Antonio"!!


Imagine se ele saiu do meu dedo, não, essa peça maravilhosa tornou-se posso dizer... meu anel de estimação ... e me acompanhou por mais de vinte anos, intacto, perfeito, tenho fotos em várias fases da minha vida com ele adornando minha mão!!

...but como nessa minha vida de aprendiz tenho várias passagens um tanto místicas, ele certo dia simplesmente sumiu, do mesmo modo como sumiu um pingente de ouro e água marinha herdado de minha mãe (in memória) após a estadia de uma pessoa que fora adicionada a família temporariamente e que realmente amor por mim não era o sentimento que nutria...

Minha mão nunca mais foi a mesma 'rs' sinto saudades dele você acredita?!

...o Júnior como os amigos o chamam, Junião para os mais próximos, certa tarde entra com a Lígia num pequeno bureau de criação em publicidades que eu tinha nessa fase em São Sebastão, litoral de Sampa , depois disso foi ha uns tres anos que nos encontramos outra vez, e parece que nunca deixamos de nos ver, de querido que é... mas agora já bem estabelecido com uma bem montada loja no bairro do Cambuí em Campinas, dois filhos criados e uma raspinha de tacho linda e espoleta como o que...

Estou postando uma entrevista dele abaixo pra que você possa conhecer essa pessoa especial que tenho a felicidade de, apesar das minhas andanças,  ter ainda como amigo na minha vida... e não é que suas peças circulam pelas orlas Globais??!! Uáu... Ti méti 'rs'



 Afinal a gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e ARTE!!

Beijo a até a próxima,

Ivone Leão

2 comentários:

Daniel Costa disse...

Ivone

António, o Júnior, lento-te e ouvindo a entrevista, conclui-se que é mesmo especial. Ter amigos assim é um gosto.
Beijos

Ivone Leão disse...

Daniel

... eu penso que é melhor a qualidade que a quantidade, não é mesmo assim?!

Beijos!!