Ivone Leão

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Bipolaridade e transtornos da emoção


‘A chave é encontrar o equilíbrio certo de estabilidade na carga horária, níveis de estresse, níveis de estimulação e satisfação com o trabalho. ‘

Esse texto foi escrito por um PHD na área da saúde mental se referindo aos bipolares no mercado 
de trabalho.

Mas essa não é  a chave pra tudo na vida?

Equilibrio...

Não tenho formação acadêmica sobre o assunto, mas sou o que se pode chamar de –Tântrica* – alguém que vive a experiência do conhecimento.

- *Tantra é uma filosofia hindu muito antiga cuja natureza comportamental que tem por características: matriarcal, sensorial, naturalista e desrepressora. Também é o Tantra um complexo sistema de descrição da realidade objetiva tornando-o assim uma ciência prática e aplicável .- 

(Nada a ver com a corrente de sexo tântrico mas com a linha da filosofia hindú.)

Era um esforço pra mim as salas de aula, tenho paixão pelo contato direto com a experiência humana.


Desde os meus treze anos enveredei pelo caminho do estudo sobre o comportamento, li mais de um sem número de livros, sobre antropologia, biologia, história, filosofia, arte, religião, participei de cursos, palestras, mas nada que substitua a minha vivência, eu sempre me joguei inteira na experiência da vida.

Sobre o bipolar um assunto bastante em moda...

No meu convívio com alguns deles ou quando leio matérias e relatos sobre bipolares, 
fora da crise, vejo um perfil evidenciando dedicação ao que se propõe amorosidade e grande sensibilidade.

Eu tenho uma pessoa bipolar na minha família, muito inteligente, um excelente profissional, além de ter habilidade em diversas áreas.

Infelizmente podemos dizer que em grande parte temos uma sociedade de ‘cascas grossa’, pessoas que passam por cima da outra sem a menor cerimônia e essas pessoas casam, criam filhos, e deixam suas impressões sobre as outras.

Parece incrível, mas existe uma tendência a ser aceito esse tipo de comportamento como normal e não como emocionalmente desorganizado.

Eu quando bem jovem tive um relacionamento com um sociopata e nunca o vi deprimido, pelo contrário, saia pisando em cima, mas não de qualquer um, apenas de quem estava numa posição desfavorável em relação a ele.


O que vejo é que a definição de estados alterados ou desequilíbrios emocionais ainda são observados com preconceito e elitismo.

A pessoa que tem dificuldade em lidar com a pressão e com o estresse nas relações interpessoais, que apresenta comportamento neurótico nos mais variados níveis trás essa dificuldade derivada de uma formação originada lá no inicio da sua vida.

Além de termos uma sociedade consumista, onde não possuir signos que se apresentam como aval de sucesso imprime sobre as pessoas sensação de inadequação e sentimentos de não competência.

O que tem se chamado de bipolaridade é um deles, e o pior é que pelo que observo a maioria dos bipolares acabam se tornando adeptos de vícios, desespero óbvio de sua dificuldade em se relacionar com a vida.

Outro dia lendo uma página virtual onde um grupo espiritualista propunha que se deixa-se o nome numa lista para um trabalho de energização curativa, observei tantos  pedidos de ajuda que fiquei com a alma aflita, uma moça dizia – peço ajuda pois estou em crise bipolar e voltei a usar anfetamina – outra mãe pedia pelo filho bipolar pai de três que voltara a usar craque após nova separação da esposa – e como esses outros relatos  falando de pais, mães, filhos, famílias desorganizadas, ali não estava nenhum pedido pra alguém que matou, lesou cofres públicos, eram pessoas pedindo socorro desorientadas.

O que está faltando é conhecimento sobre si mesmo e sobre o limite do próximo em nível espiritual, mental e emocional.

Avaliamos o outro por sua formação acadêmica, aquisições materiais, postos sociais, mas sabemos e nos interessamos muito pouco pelo que vai dentro do outro como pessoa e isso não é em nenhuma escola que vamos aprender ou em tratamentos médicos que realmente vamos sanar, são procedimentos paliativos, adestramentos, apenas quando aprendermos  um olhar profundo e atencioso sobre nós e sobre o outro como seres espirituais e emocionais é que estaremos trilhando o rumo certo.

Há muitos anos tive Síndrome de pânico, os episódios perduraram por quase quatro anos, eu não conseguia ir aos lugares sozinha, não conseguia sentir meus filhos, o pânico me  fazia ilhada, fui acompanhada por um ótimo médico terapeuta, tomei medicamentos, mas não obtive cura.

Me curei a partir da vontade de promover a mudança.

Certo dia,  cansada daquilo tudo, me encerrei junto da natureza, na época eu morava num colo de serra litorânea, e ali em comunhão dos mais nobres elementos de energia, juntamente com a mudança da alimentação, parei de consumir carne, e reunindo mais que o habitual, livros de bons contextos em três meses eu não tinha mais nenhuma crise de pânico.


Continua...

Ivone Leão

Por mais lucidez nas relações humanas.


7 comentários:

lita duarte disse...

Oi, Ivone.

É uma alegria ter encontrado você.

Bom dia!

Bjos.

DADI SILVEIRA disse...

Adorei o texto.
Acho que nós que somos mulheres precisamos nos unir, há muito por fazer.

Bjs

ANGELO NICOLACE BISNETO disse...

O equilibrio é fundamental para mantermos o nível de conciência, e estarmos em harmonia com as pessoas e com o Universo.
Parabéns pelo tema abordado.

Ivone Leão disse...

A Lita Duarte
é bonita
e constrói arte! rs

Bom dia querida, obrigada pelo carinho!

bjos

Ivone Leão disse...

Dadi que bom você por aqui! rs

Pode contar comigo flor, com amor carinho e bom humor podemos fazer muito tenho certeza!!

Bjo querida!

Ivone Leão disse...

O que nem sempre é fácil é,
manter o equilibrio, enquanto uma onda enorme materializada nos mais diversos meios de comunicação nos convida a desarmonia.

Precisamos nos focar na obra do bem estar construindo relações saudáveis!

Bjo Angelo querido

Igor Zanoni disse...

Os problemas emocionais sempre tem um contexto social, mas entendê-los e viver de forma mais tranquila hoje se tornou uma prática médica, e não psicológica. Este é um dos lados do problema. O outro é viver o dia a dia sem escapes,como pessoas que mudam para uma rotina externa rígida como tantos espiritualistas, mas se esquecem de cultivar uma religiosidade mais profunda e verdadeira. Um abraço, Zanoni.