Ivone Leão

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domingo, 29 de abril de 2012

Em que mundo você vive?



.... os primeiros agrupamentos sociais surgiu pela necessidade do outro, é no grupo que alcançamos com mais facilidade os objetivos... É fascinante lermos alguns ensaios sobre a provavel forma de vida das sociedades primitivas como a das cavernas... 

Mas a grande diferença entre os agrupamentos de pessoas com objetivos pela sobrevivencia e as equipes em nossa sociedade atual que trabalham por um objetivo comum deveria ser o de unir esforços mas sem perder o foco de que o outro é feito da mesma matéria humana, mas infelizmente nem sempre é isso que acontece nos universos materialistas.

Os meios de comunicação foram unindo os mundos, o rádio, o telefone..... e gradativamente foi acorrendo a globalização... a televisão trazia imagens de lugares jamais imaginados e até mesmo, embora ainda hoje alguns duvidem, transmitiu a imagem do homem chegando a lua... as transmissões via satélite e finalmente com o evento da Internet, a sensação de podermos estar conectados com qualquer lugar do planeta em segundos... 

... é muito bom o tempo em que vivemos, com acesso rápido a informação e cultura geral, porém existe um ponto muito importante a ser observado, apenas conseguimos ver e sentir aquilo a que fomos ensinados ou estimulados a enxergar!!! 

E você o que consegue enxergar? Crises econômicas ocorrendo pelo mundo? Fome? Falta d'água? Dificuldade em encontrar uma colocação profissional? Má qualidade de ensino? Problemas de moradia? Insegurança, medo de assaltos? etc e etc???

Pode parecer estranho mas a mais pura verdade é que ao mesmo tempo em que inúmeras pessoas vivem angustiadas, infelizes, outras são felizes e levam a vida com serenidade... Enquanto um não vê saída outro se encontra em largas e generosas estradas da vida... De nada adianta ter a cabeça lotado de informações se elas não te levarem a uma boa qualidade de vida, de emoções...

Liberte-se nem tudo está perdido dentro da vida há muitas vidas, dependendo do foco e dos valores que se cultiva....

Abra um espaço na mente e conheça um pouco de uma história de vida fascinante baseada em valores eternos... a solidariedade o amor ao próximo e a valorização das verdadeiras qualidades e competências...

Como um homem chamado Bunker Roy mudou a vida de muitos ao mudar o rumo de sua própria vida...


Abaixo transcrevo uma parte das legenda pra facilitar é apaixonante...

Gostaria de vos levar a outro mundo...

E gostaria de partilhar uma história de amor de 45 anos com os pobres que vivem com menos de um dólar por dia. Tive uma educação muito elitista, snobe e cara na índia, e isso quase me destruiu.

Eu estava pronto para ser diplomado, professor, médico, estava tudo preparo. Depois, não pareço, mas fui campeão nacional de squash da Índia durante três anos.

O mundo inteiro estava a minha disposição. Estava tudo aos meus pés.
 
Não podia fazer nada errado. E então pensei, por curiosidade, que gostaria de ir viver, trabalhar, e simplesmente ver como era uma aldeia.

Assim, em 1965, fui para a que foi chamada a pior crise de fome de Bihar, na índia, e vi fome, morte, pessoas a morrer de fome, pela primeira vez.

Isso tudo mudou a minha vida.

Voltei para minha casa e disse à minha mãe: “Gostaria de viver e trabalhar numa aldeia.” A minha mãe entrou em coma, (risos) “O que é isto?

O mundo inteiro está a seu dispor, os melhores empregos, estão ao teu dispor, e tu queres ir trabalhar numa aldeia? Quero dizer, há alguma coisa errada contigo?”

Eu disse: “Não, tive a melhor educação possível. Isso fez-me pensar e queria retribuir alguma coisa a minha maneira”

“O que queres fazer numa aldeia? Sem emprego, sem dinheiro, sem segurança, sem perspectivas.”

Eu disse: “Quero viver e cavar poços durante cinco anos.”

“Cavar poços durante cinco anos? Tu frequentastes a escola e a faculdade mais caras da Índia e queres cavar poços durante cinco anos?”

Ela deixou de me falar durante muito tempo, porque achava que eu tinha deixado ficar mal a minha família.

Mas, então descobri os mais extraordinários conhecimentos e habilidades que as pessoas muito pobres têm,  que nunca são trazidas ao conhecimento público que nunca são identificados, respeitados, aplicados em larga escala.

E pensei  em fundar uma Universidade de Pés-Descalços uma universidade só para os pobres. O que os pobres considerassem importante seria refletido na universidade.

Fui a uma aldeia pela primeira vez. 



Os anciãos vieram ter comigo e disseram: “Estás fugindo da polícia?”

Eu disse: “Não.”

“Ficaste reprovado no teu exame?”

Eu disse: “Não.”

“Não conseguiste um cargo público?”. Eu disse: “Não.”

“O que é que estás aqui a fazer? Por que estás aqui?

O sistema de educação na Índia aponta-te Paris, Nova deli e Zurique; o que estás a fazer nesta aldeia?

Há alguma coisa errada contigo que não nos estejas a contar?”

Eu disse:  “Não, eu quero realmente fundar uma universidade só para os pobres.”

O que os pobres achassem que era importante será refletido na universidade.

Então os anciãos deram-me um conselho bom e profundo.

Disseram: “Por favor, não tragas ninguém com um grau acadêmico ou qualificação para a tua universidade.”

Portanto, é a única universidade da Índia onde quem tem um doutoramento ou um mestrado está desqualificado para entrar.

Tem que ser um inconformado, um desgraçado ou em desistente para vir para nossa universidade.

É preciso trabalhar com as mãos. É preciso ter uma dignidade de trabalho.

É preciso mostrar a que se tem uma habilidade que se pode oferecer à comunidade e prestar um serviço à comunidade.

Portanto, fundamos a universidade dos Pés-Descalços e redefinimos profissionalismo.... Quem é um profissional?

Um profissional é alguém que tem uma combinação de competência,  confiança e crença.

Um vedor é um profissional. Uma parteira tradicional é uma profissional. Um oleiro tradicional é um profissional.

São profissionais em todo o mundo. Encontramo-los em qualquer aldeia remota do mundo. E pensávamos que estas pessoas deviam vir a público e mostrar que os conhecimentos e habilidades que tem são universais.

É preciso usá-los, é preciso aplicá-los, é preciso mostrar ao mundo exterior que estes conhecimentos e habilidades são relevantes, mesmo hoje em dia.

Portanto, a universidade funciona segundo os estilos de vida e de trabalho de Mahatma Gandhi.


Come-se no chão, dorme-se no chão, trabalha-se no chão.

Não há contratos, não há contratos escritos. Podem ficar comigo 20 anos, ou partir amanhã. E ninguém pode receber mais de 100 dólares por mês.

Quem vier pelo dinheiro, não entra na Universidade dos Pés-Descalços.

Quem vier pelo trabalho e pelo desafio entra para a Universidade dos Pés-Descalços.

Lá queremos que se tentem criar ideias malucas., venha experimentá-la.

Qualquer ideia que tenha, venha experimentá-la.

Não faz mal se falhar. Maltratado, ferido, começará de novo.

É a única universidade onde o professor é o aprendiz e o aprendiz é o professor.

É a única universidade onde não é conferido certificado. Esse certificado pela comunidade que se serve.

Não é necessário um papel pendurado na parede para se mostrar que é engenheiro.

Portanto, quando eu disse isto, eles disseram: “Bom, mostre-nos o que for possível.  O que está a fazer? “É tudo conversa fiada se não for  capaz de nos mostrar isso no terreno.”

Então construímos a primeira Universidade dos pés-Descalços em 1986.

Foi construída por 12 arquitetos Pés-Descalços que não sabem ler nem escrever, construída por 1,50 dólares o metro quadrado.
150 pessoas viveram ali, trabalharam ali, receberam o Prêmio Aga Khan para a Arquitetura em 2002.



Mas depois desconfiou-se, achou-se que havia um arquiteto por detrás.

Eu disse: “Sim, eles fizeram as plantas, mas os arquitetos Pés-Descalços realmente construíram a Universidade.”

Na verdade, fomos os únicos a devolver o prêmio de 50.000 dólares; porque não acreditaram em nós, e nós pensávamos que eles estavam, verdadeiramente, a insultar os arquitetos Pés-Descalços de Tilonia.

Perguntei a um silvicultor, um perito conhecido, certificado eu disse: “ O que podemos construir neste sítio?”

Ele deu uma olhadela ao solo e disse: “Esqueça, não há hipótese, nem vale a pena tentar, não há água, o solo é rochoso.”


Eu estava num bocado de terreno, e disse: “Muito bem, vou ter com o ancião da aldeia, e dizer, o que devo plantar neste local?”

Ele olhou-me tranquilamente e disse: “Faça, assim, assim, ponha isto,  e vai dar certo.” Este é o aspecto que aquilo tem hoje.

Fui ao telhado, e as mulheres disseram-me todas: “Saia daqui, os homens devem sair daqui porque não queremos partilhar esta tecnologia com os homens, estamos a empermeabilizar o telhado.”

É um pouco de açúcar mascavo, um pouco de urina e um pouco de outras coisas que não conheço, mas realmente não deixa entrar água. Desde 1986, nunca entrou água. 



Esta tecnologia, as mulheres não a partilham com os homens.

É a única universidade cuja eletricidade provém inteiramente da energia solar. Toda a energia vem do sol são painéis de 45 kilowatts no telhado, e tudo funcionará com base no sol nos próximos 25 anos.

Enquanto o sol brilhar não teremos problemas com energia....(no vídeo continua)


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Importante é termos em mente que existem muitas formas de vida, opte pela que lhe faz bem e trás possibilidade de suas habilidades serem desenvolvidas plenamente!!

Ivone Leão
Apaixonada pela vida!!

2 comentários:

O Profeta disse...

A ressurreição deu sorriso nasceu com o dia
Ah este inverno que abraça a primavera
Este céu que arroxa meu peito
Estas negras pedras plantadas na terra

O curso do meu errante espirito
Levou-me ao infinito e ao incomensurável
Este orvalho das pequenas coisas
Recorta meu corpo a golpe de cisel

Ocultei meus sonhos numa porta da eternidade
Porque o desespero é voo baixo e sinuoso
Vi ontem dois amantes jurarem uma partilha de vida
Vi olhos que irradiam luz em gesto assombroso

Um imenso abraço

Ivone Leão disse...

Que lindo Profeta, muito obrigada!!
Um terno abraço!!