Ivone Leão

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sofremos por que queremos----> empregador x empregado



Ha pouco telefonei pra minha filha Ananda pra saber como ela estava já que sai bem cedo de casa e nem sempre nos encontramos de manhã, por vezes nos falamos durante o dia rapidamente.


Ela esteve com a garganta mal desde sexta-feira e teve que faltar ao trabalho incluindo o sábado. Quando foi hoje, segunda-feira, disse que o pessoal por lá estava de cara fechada, o que a deixa aborrecida, já que é uma profissional consciente e dedicada. Em mais de um ano de empresa é a primeira vez que teve que dar uma parada.


Como costumo fazer paralelos entre as emoções e nosso corpo físico, sei que esse mal da garganta esta associado à falta de poder se expressar com clareza no ambiente de trabalho.


Sabemos que cada pessoa é composta de vivências e delas  ao longo do caminho vamos formando nossa linguagem de comunicação.


Se você vem de uma família onde a sua voz tem valor e seu grupo forma uma comunidade de pessoas e não apenas de postos hierárquicos é bem provável não se adaptar a visões estreitas de relacionamentos, seja em qualquer área de sua vida.

Apesar de estarmos em pleno século 21 muitas empresas ainda hoje usam de um formato feudal, onde o funcionário é tratado como um objeto utilitário, isso somado a cultura do “Patrão”, ou seja, a visão paternalista da figura do empregador, que acaba por reforçar esse sistema totalmente obsoleto.

Pra quem tem olhos de ver pode-se observar que o mundo é uma colcha de retalhos, e mesmo numa pequena sociedade como a familiar já podemos encontrar um ou outro membro com maior ou menor visão de mundo, imagine numa pequena cidade fundada por fazendeiros escravagistas e quanto mais num país inteiro.




É fato que a produtividade esta diretamente relacionada aos funcionários, ou “colaboradores” nomenclatura bem mais adequada.

Existe em cada um de nós uma força inerente que muitos deixam adormecida bitolados que se tornam por valores ultrapassados e medo de abrir as asas.

A vida sempre mostra caminhos pra aquele que não se acomoda.

Criei meus cinco filhos dando palavra a eles, e assim faço sempre com todos os que se aproximam de mim, lembro que eles devem viver suas experiências com responsabilidade, mas nunca acreditando que a vida é feita de castigos e prêmios, nós podemos construir nossos destinos e nos levarmos ao inferno ou paraíso.

A mente humana possui um sistema que não sabe fazer a diferenciação entre a verdade e a estória, ao longo de repetições continuadas acabamos por acreditar em conceitos criados por grupos de interesse, liberte-se.

Seja feliz, ainda que por vezes quebre a cara, recomece sempre, até alcançar a serenidade daqueles que constroem seus caminhos sendo leais as suas realidades.


Apaixonada pela vida,

Ivone Leão





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