Ivone Leão

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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Cultura do Em cima do muro


De certo você já ouvir dizer aqui e ali, não julgue! Pois bem para se compreender alguns 'ditos' precisamos primeiramente entender o significado da palavra.


Jul.gar, transitivo

1. Emitir juízo

2. Sentenciar  

3. decidir como juiz ou árbitro

4. decidir por sentença

5. supor, conjeturar

6. formar opinião ou juízo crítico sobre; avaliar 


Jul.gar, intransitivo

1. pronunciar sentença; sentenciar

2. ter-se por; considerar-se

https://pt.wiktionary.org/wiki/julgar


Outro uso comum entre as pessoas refere-se a frase "não julgue para não ser julgado" que baseia-se nos versículos de Mateus 7:1-2, em que o Senhor Jesus ensina a multidão e os discípulos.

Mas é importante quando se usa algum argumento entender que para se fazer uma referencia é necessário compreender dentro de que contexto algum fato ou palavra foi utilizado, pois sem ele é fácil cair num abismo conceitual.

Na passagem bíblica acima Jesus falou sobre a atitude de apontar defeitos em uma pessoa a partir de sua própria opinião sem reconhecer os seus próprios erros.

Já em provérbios 15:32 encontramos

"O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento."

Provérbios 15:10 - "Disciplina rigorosa há para o que deixa a vereda, e o que odeia a repreensão morrerá."

Eclesiastes 7:5 - "Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir a canção do insensato."

Não podemos confundir julgar, avaliar, com fofocar.

Fofoca


A fofoca consiste no ato de fazer afirmações não baseadas em fatos concretos, especulando em relação à vida alheia.

Presente ao longo de toda a História, tal ato é frequentemente ligado à imagem das mulheres, embora associado a um hábito feminino, estatisticamente os homens são mais fofoqueiros. A Social Issues Research Centre, um centro de pesquisas independente de Londres, entrevistou 1.000 donos de telefones celulares com o intuito de saber qual era o teor das conversas. Destes, 33% dos homens eram fofoqueiros habituais, contra apenas 26% das mulheres.

Curiosamente, muitos dos participantes do sexo masculino desta pesquisa inicialmente alegaram que não fofocavam, enquanto quase todas as mulheres admitiam fazer fofoca.

Em novo interrogatório, no entanto, a diferença parece ser mais uma questão de semântica do que material: o que as mulheres chamavam em tom bem humorado de "fofocas", os homens definiam como "troca de informações". Um participante do sexo masculino, de forma mais honesta, confidenciou: "Nós não gostamos de chamar de fofoca, porque soa trivial - como se você não tivesse nada melhor para fazer."

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fofoca

Dessa forma realizando um breve passeio entre o histórico livro referencia de grande parte das religiões ocidentais aos livros virtuais da atualidade podemos traçar um paralelo, bem simples.


Precisamos aprender a julgar, ou para melhor ser compreendida é preciso devolver ao ser humano a capacidade de discernimento, de avaliação, que nos foi retirado ou não incentivado por erro de transmissão.

Não seria esse um dos motivos pelo qual muitas pessoas não conseguem alcançar a maturidade emocional mesmo em idade avançada?


E as críticas que são feitas aos meninos e meninas que só se relacionam através de meios eletrônicos. Esse padrão observado não seria o resultado de pais que não estimularam seus filhos a pensar? No lugar deram religião, escola e seja lá o que for como substituto do ato mais natural que deveríamos exercitar? O pensamento critico?

É dele que vem a qualidade da ação, quem não sabe pensar não sabe agir, já que um é decorrência do outro.

Numa sociedade que diz – em briga de marido e mulher não se mete a colher –
bem sabemos qual é o resultado.

“Feminicídio íntimo”

Crime cometido por um marido, namorado ou ex-parceiro. A OMS e a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres descobriram que mais de 35% de todos os assassinatos de mulheres no mundo são cometidos por um parceiro íntimo. Em comparação, o mesmo estudo estima que apenas 5% dos assassinatos de homens são cometidos por uma parceira.

Os casos de feminicídio íntimo têm crescido nos últimos anos entre as grávidas, segundo relatos de polícia e registros médicos coletados pela OMS.

“Crimes de honra”

São assassinatos de meninas ou mulheres a mando da própria família, por alguma suspeita ou caso de transgressão sexual (quebra de regras e/ou tabus) ou de comportamento, tais como adultério, relações sexuais ou gravidez fora do casamento – ou mesmo, se a mulher for estuprada.

O crime é praticado para não “manchar o nome da família”.

A ONU estima que, no mínimo, 5 mil mulheres são mortas por crimes de honra no mundo por ano. Os assassinatos ocorrem de diversas formas, como por armas de fogo, facadas e estrangulamentos; também sendo comuns que as mulheres sejam mortas queimadas, apedrejadas, obrigadas a tomar venenos e jogadas pela janela.

http://noticias.terra.com.br/mundo/violencia-contra-mulher/

Suicídio na Infância e Adolescência



O suicídio é hoje a terceira causa de morte na adolescência e a tentativa de autoextermínio a principal causa de emergência psiquiátrica em hospitais gerais.

Nos últimos 10 anos, têm aumentado as taxas de tentativa de suicídio e suicídio consumado em jovens.

98% das pessoas que cometem suicídio apresentam algum transtorno mental à época do Suicídio (Flesmann, 2002), especialmente transtorno do humor (depressão, bipolar, etc).

Mais de 70% das crianças e adolescentes com transtornos de humor grave não apresentam sequer diagnóstico que dirá tratamento adequado.

Em média, um único suicídio, afeta outras seis Pessoas (Fleishman, 2002).

Muitas vezes o suicídio é omitido pela família, que apresenta dificuldade preconceito para lidar com esta difícil questão (Bertolote, 2004).

O suicídio é uma das 10 maiores causas de morte em todos os países.

Homens cometem suicídio quatro vezes mais do que as mulheres e estas últimas tentam suicídio mais vezes, com métodos, porém menos letais.

No Brasil, a taxa de suicídio em jovens entre 15 a 24 anos aumentou 20 vezes de 1980 para 2000, principalmente entre homens (Wang, Bertolote, 2005).

Márcio Candiani
Psiquiatra Infantil CRM33035

http://marciocandiani.site.med.br/index.asp?PageName=suicidio

As estatísticas estão alarmantes só aqui no interior de Minas Gerais onde estou residindo atualmente, nos últimos dez dias, soube de dois assassinatos de mulheres sendo que em um deles o autor suicidou-se após o crime.

Como podemos fazer de conta que nada está acontecendo?


Fácil não ver


Vamos continuar a criar nossas crianças com esse conceito ‘burro’ e limitado e depois despejar toda a nossa raiva em cima de políticos, parentes, vizinhos, ou a qualquer um que julgue estar em desfavor a sua posição?

Vamos continuar com uma sociedade onde ficar em cima do muro é que é elegante? Tomar remédios para dormir? Pra tirar da depressão e um sem número de pílulas que apenas ocultam a verdadeira vontade de mudança e conexão com a beleza da Vida?

Estamos em pleno século XXI, temos que encarar nosso rosto no espelho e assumir a parcela de responsabilidade que nos cabe.

Ainda bem que eu como pesquisadora e apaixonada pelo Ser humano e pela Vida como um Todo conheço pessoas de altíssima qualidade que trabalham incessantemente para a mudança desse estado de coisas numa organização superior a essa tola tradição de “sepúlcros caiados”, pra finalizar o texto fazendo mais uma referencia bíblica, já que é aceita por muitos como recurso maior de argumento.

Mateus 23
V.27 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.

V. 34 Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas a uns deles matareis e crucificareis; e a outros deles açoitareis nas vossas sinagogas e os perseguireis de cidade em cidade.






Ivone Leão

Amor à Vida!

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